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    Saiba mais sobre o Procurador de Justiça Saad Mazloum, editor deste blog







    Saad Mazloum
     


    Promotor designado para outro cargo

    Comentário do colega Pedro Juliotti – (pjj@ig.com.br – São Paulo):

     

    Não quero estragar o feriado e a "dança" de ninguém, mas gostaria de deixar algumas perguntas aos usuários deste Blog, para serem respondidas após o merecido descanso, evidentemente: O que vocês acham de algumas designações feitas pelo PGJ de Promotores que já são titulares de cargo para outro cargo. Explicando melhor: o Promotor é titular de um cargo e está sendo DESIGNADO para assumir outro cargo, COM PREJUÍZO de suas atribuições normais. Tais designações não seriam remoções disfarçadas? ou temporárias? Tem amparo na legislação? Por que não utilizar os "Jacarés" ou substitutos? Qual o critério na escolha do Promotor titular a ser designado para outro cargo? Obrigado. Bom feriado a todos.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 15h26
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    Boa semana!

    Bom feriado a todos. 



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 23h03
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    A maioridade da consciência

    Este é o título do artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo (Tendências/Debates), escrito por Demóstenes Torres, Procurador de Justiça, Senador da República pelo DEM-GO (ex-PFL) e relator do projeto de redução da maioridade penal.

     

    Sou defensor do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma lei moderna que colocou o Brasil na vanguarda da proteção dos que vão fazer o futuro.

    Como promotor de Justiça, apliquei o ECA em todas as oportunidades que cabia. Procurador-geral de Justiça de Goiás por dois mandatos, trabalhei para dar condições a que todos os municípios criassem conselhos tutelar e de defesa da criança e do adolescente. Na Secretaria da Segurança Pública e Justiça goiana, investi na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e no preparo da polícia para lidar com menores com rigoroso respeito aos direitos humanos.

    No Senado, apresentei projetos que protegem os jovens, inclusive dos menores infratores e da falta de amanhã.

    A junção do número de crimes cometidos por menores e da experiência diária no combate aos delitos e a proteção à criança mudou minha opinião sobre a maioridade penal.

    Antes de conhecer na prática os efeitos de manter soltos autores de crimes graves só porque não haviam completado 18 anos, eu era favorável a deixar como está. Agora, só não seria contra se fosse omisso. Não se muda de lado por causa de manchetes ou de clamor. São os números que demolem argumentos fáceis.

     

    Para ler o artigo completo, clique aqui.

     

    Leia também, neste Blog, Senado aprova redução da maioridade penal



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 18h20
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    O cenário provável

    O Blog foi alertado pelo (sempre atento) colega Romani (cgilberto7@terra.com.br – Rio Preto): Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo (25/4), deu o start ao processo sucessório do MP-SP:

     

    COMPASSO

     

    Começa a se desenhar o cenário provável das eleições para o comando do Ministério Público de SP, no ano que vem.  

     

    Da turma do atual procurador-geral, Rodrigo Pinho, despontam os nomes de José Oswaldo Molineiro e Paulo Afonso Garrido de Paula. Carlos Henrique Mund, que ficou em terceiro lugar na eleição do ano passado, "provavelmente" não deve concorrer, segundo o próprio – o que fortaleceria, na oposição, a possível candidatura de Luís Daniel Pereira Cintra, que ficou em segundo.

     

    Mas as eleições ainda estão longe, muito longe. O ano mal começou.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 23h15
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    O Ministério Público e a investigação criminal

    Este é o título do artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo (Tendências/Debates), escrito por Rodrigo César Rebello Pinho, Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União.

     

    Várias vezes o procurador ou o promotor tem acesso a provas que lhe chegaram às mãos por outros meios - enviadas por outro órgão estatal (ou anonimamente) ou, então, extraídas de um outro processo-, suficientes para a apresentação, desde já, de uma ação penal, dispensando a instauração de um inquérito policial.

    Em outros casos, o inquérito policial pode se apresentar inviável. É o que se dá, por exemplo, quando o crime foi praticado em circunstâncias tais que a investigação pela polícia se mostra contraproducente.

    Não é, infelizmente, incomum que funcionários públicos encarregados da segurança da população sejam acusados da prática de delitos contra a vida, a propriedade e o bem-estar do povo. Como esperar, em casos assim, que investigações realizadas por policiais contra policiais possam resultar invariavelmente em apurações aptas a apontar a verdade real?

    É nessas e em outras circunstâncias que deve ser possibilitada a outro órgão estatal a tarefa de investigar.

     

    Para ler o artigo completo, clique aqui (assinantes da Folha) ou aqui.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 22h58
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    Audiência pública sobre o início da vida

    Este é o título do artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo, escrito por Claudio Fonteles, Subprocurador-Geral da República. Foi procurador-geral da República de 2003 a 2005.

     

    A sexta-feira , 20 de abril de 2007, constituiu-se em marco para a democracia. O Supremo Tribunal Federal de nosso país, pela decisão em tudo correta do ministro Carlos Ayres Britto, relator de ação judicial, certamente adequada à dimensão de conhecimento dessa Corte de Justiça, se abriu plenamente à comunidade científica, que, por cerca de oito horas, por vozes todas abalizadas, ofereceu à reflexão dos magistrados -e a todos nós, assistentes atentos no auditório- razões e fundamentos, em debate de alto nível, sobre o início da vida humana.

    Questão vital, pois, se a própria Constituição Federal, no seu artigo 5º, preceitua ser "inviolável o direito à vida", por óbvio a seus intérpretes -que são exclusivamente as ministras e os ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal- convoca a responder quando a vida inicia, a que efetividade tenha o citado preceito constitucional.

     

    Para ler o artigo completo, clique aqui (assinantes da Folha) ou aqui.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 22h57
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    Senado aprova redução da maioridade penal

    Agência Senado:

     

    Por 12 votos a 10, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) a seis propostas de emenda à Constituição, que reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crime hediondo e dos equiparados a este, como tráfico, tortura e terrorismo, desde que laudo técnico, elaborado por junta designada por juiz, ateste a plena capacidade de entendimento do menor do ato ilícito praticado. Demóstenes propõe ainda o cumprimento da pena em local distinto daquele em que estarão detidos os maiores de 18 anos.

     

    Leia mais aqui e aqui.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 16h56
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    Bombas explodem em prédios da Justiça em Campinas

    Da Agência Estado:

     

    CAMPINAS, São Paulo - Duas bombas explodiram por volta das 13h30 na Cidade Judiciária, em Campinas, no interior de São Paulo, segundo informou a Polícia Militar. 

    Pelo menos 500 pessoas foram evacuadas do Bloco B da Cidade Judiciária, complexo onde funcionam a varas Cíveis, da Infância e Juventude e os juizados da cidade, na estrada Campinas-Mogi Mirim. Leia mais.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 18h41
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    Cidade do México descriminaliza aborto

    Decisão, inédita no país e rara na região, foi tomada pela Assembléia local por 46 votos a 19 e vale para hospitais públicos.

    Manifestantes pró e contra direito ao aborto tomaram ruas da capital mexicana; Igreja Católica fez oposição, com apoio do papa Bento 16.

     

    Leia mais aqui e aqui.

     

    Leia também:

     

    Rádio Vaticano: Igreja no México ameaça excomungar legisladores favoráveis à legalização do aborto.

     

    Neste blog: Descriminalizar o aborto?

     

    Audiência Pública no STF: Embrião humano dialoga com a mãe, diz especialista em biologia molecular



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 18h10
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    Terrorismo jurídico

    Este é o título do artigo escrito pelo jurista Manuel Alceu Affonso Ferreira, publicado hoje no O Estado de S. Paulo:

     

    O mais relevante, isto sim, foi a operação mental de transformar o eventual deferimento de liminar em sugestão de venalidade ou em seu irrefutável sinal. Noutras palavras, o que assusta e desserve à Justiça é o exercício do simplório raciocínio de que, porquanto (alegadamente) algum pervertido julgador concedeu liminar graças à farta moeda que recebeu, daí em diante todo e qualquer outro juiz que tenha despachado medida idêntica - a favor de “bingueiro” ou de qualquer impetrante - também recebeu dinheiro, carros importados, viagens, etc.É nisso, nessa confusa operação mental baralhadora de alhos e bugalhos, que reside o terrorismo jurídico. Dizendo de outro modo, esse terror nasce da furibunda cegueira incapaz de admitir que, nas suas avassalantes maiorias dignas e probas, a judicatura e a advocacia atuam “ex rigore juris”, aplicando aos casos concretos as leis que o Parlamento votou e o Executivo sancionou e, portanto, atuando honestamente. Nesse ambiente de pânico forjado, involuntariamente que possa ser, por fontes anônimas e por afoitezas de comunicadores, o deus grego perturbador dos espíritos - o “Pã” - amedronta o eventual peticionário, que não ousa requerer tutela ao Judiciário. Mas, caso a ousada impetração sobrevenha, o terrorismo jurídico então apavorará ao juiz que, se acolhê-la, tem como inevitável a sua inclusão na lista negra dos ímprobos. Atemoriza-se até mesmo ao Ministério Público, porque os pleitos de prisão preventiva e de restrições patrimoniais, caso não mecanicamente deduzidos, significarão conivência com a criminalidade ou pacto com a desonestidade no trato da coisa pública.

     

    Clique aqui (assinantes) ou aqui para ler o artigo completo.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 11h30
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    Barros Munhoz manifesta-se contra os 202 cargos de assessor jurídico

    Informação enviada pelo colega Arthur Pinto Filho (arfil@terra.com.br - São Paulo):

     

    O deputado Barros Munhoz ofertou parecer, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa do Estado, pela manutenção do veto parcial oposto pelo Sr. Governador ao projeto de lei complementar 70/2006 (que cuida dos 202 assessores). A discussão do veto está na ordem do dia de hoje da Alesp.

     

    Em homenagem ao regime democrático e aos princípios constitucionais, sobretudo da publicidade e da transparência, vamos mencionar aqui, e/ou em post específico, os nomes dos deputados que votaram ou manifestaram-se a favor ou contra a criação dos 202 cargos de assessor jurídico, sem concurso público, no âmbito do Ministério Público.

     

    A favor dos 202 cargos:

     

     

    Contra os 202 cargos:

     



    Categoria: Deputados e interesse público
    Escrito por SAAD MAZLOUM às 17h25
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    A Lei Maria da Penha

    Este é o título do artigo escrito pela colega Luiza Nagib Eluf, Procuradora de Justiça, publicado no O Estado de S. Paulo em 21/04/2007 – e republicado hoje na página do Ministério Público.

     

    Em maio de 1983, em Fortaleza, Ceará, uma mulher chamada Maria da Penha, farmacêutica de profissão, dormia inocentemente em sua cama quando foi alvejada por um tiro de espingarda, disparado por seu próprio marido, o economista Marco Antonio Heredia Viveiros, colombiano naturalizado brasileiro. O tiro atingiu a coluna vertebral da mulher e, embora não a tenha matado, a deixou paraplégica.

     

    Leia mais.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 22h20
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    Descriminalizar o aborto?

    A colega Patrícia sugere um debate – e enquete – sobre a descriminalização do aborto. A discussão sobre o assunto vem ganhando espaço junto à sociedade, sobretudo em razão das recentes declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que defendeu realização de um plebiscito para que a população se manifeste quanto à legalização do aborto.

     

    De acordo com artigo publicado na Folha de S. Paulo pelos magistrados paulistas Kenarik Boujikian Felippe e José Henrique Rodrigues Torres - Descriminalizar o aborto:

     

    Os indicadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 80 mil mulheres morrem todos os anos em razão da prática de aborto inseguro; 80 milhões de mulheres têm gravidez indesejada; 45 milhões recorrem ao aborto e metade destas realizam o aborto em condições precárias e ilegais.

    No Brasil, o abortamento inseguro constitui uma das maiores causas de morte de gestantes, mas elas são, no dizer de Anibal Faundes e José Barcelatto, "só a ponta de um grande iceberg", pois centenas de milhares de mulheres continuam suportando terríveis conseqüências físicas e psíquicas em razão do abortamento realizado em condições precárias e inseguras ("O Drama do Aborto - Em Busca de um Consenso").

     

    No Brasil, apenas em duas hipóteses a realização de aborto é permitida (CP, art. 128): I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; e II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

     

    “No entanto”, segundo registram os juízes no artigo, ao não contemplar as causas sociais e econômicas, bem como o aborto a pedido da mulher em razão de uma gestação indesejada, a legislação brasileira ignora as duas razões mais freqüentes para o recurso ao aborto.

     

    Apenas a título de informação, hoje entrou em vigor, em Portugal, a lei que descriminaliza o aborto realizado a pedido da mulher.

     

    E você, qual sua opinião sobre o assunto? Você é a favor da descriminalização do aborto?

     

    A enquete já está aí ao lado. Responda e justifique aqui neste post, se desejar.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 14h11
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    STF revoga prisão de juízes e de procurador da República

    Página de notícias do STF, hoje, às 18h:

     

    O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou as prisões provisórias dos envolvidos no curso da Operação Furacão, da Polícia Federal, que possuem prerrogativa de foro no STF.

     

    Relator do Inquérito (INQ 2424) sobre o caso, que tramita sob segredo de justiça no STF, o ministro entendeu não ser necessário decretar a prisão preventiva requerida pelo procurador-geral da República, uma vez que todas as diligências foram concluídas. (...)

     

    No Supremo, permanece a acusação em relação aos magistrados Paulo Geraldo de Oliveira Medina, José Eduardo Carreira Alvim, José Ricardo de Siqueira Regueira, Ernesto da Luz Pinto Dória e ao procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira.

     

    Leia mais.

    Escrito por SAAD MAZLOUM às 20h22
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    A via-crúcis dos presos por engano (2)

    Comentário enviado hoje pelo colega O Antenado (Capital), no artigo A via-crúcis dos presos por engano:

     

    Ricardo Sale Júnior teve publicada hoje no Estadão carta de sua autoria em que comenta o artigo publicado pelo jornal. Encerra ele a missiva nos seguintes termos: "Sobre a informação prestada por mim na reportagem, o número ali apontado se refere a casos de arquivamentos de inquéritos policiais e de pedidos de absolvições por ausência de provas, que, obviamente, não são erros judiciais, mas acertos".

     

    Como mencionado pelo Marcelo e diversos outros colegas, o Promotor de Justiça Ricardo Sale Júnior, com seu trabalho sério e profissional, angariou respeito em nossa instituição e fora dela . Está onde está hoje por seus méritos e dignidade.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 11h00
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    Crime de hermenêutica

    Já ouviu falar? Isso mesmo: crime de hermenêutica. Ou crime de interpretar leis.

     

    A expressão – “crime de hermenêutica” – foi cunhada por RUI BARBOSA, ao sustentar a defesa do juiz de Direito Alcides de Mendonça Lima, condenado em 1896 pela Justiça do Rio Grande do Sul porque negou aplicação a uma lei estadual, por considerá-la inconstitucional. Os desembargadores do Tribunal de Justiça pensavam de modo diferente e, por isso, resolveram processar o juiz por crime de prevaricação. Escreveu então Rui Barbosa:

     

    “Esta hipérbole do absurdo não tem linguagem conhecida: nasceu entre nós por geração espontânea. E, se passar, fará da toga a mais humilde das profissões servis, estabelecendo, para o aplicador judicial das leis, uma subalternidade constantemente ameaçada pelos oráculos da ortodoxia cortesã. Se o julgado, cuja opinião não condiga com a dos seus julgadores na análise do direito escrito incorrer, por essa dissidência, em sanção criminal, a hierarquia judiciária, em vez de ser a garantia da justiça contra os erros individuais dos juizes, pelo sistema dos recursos, ter-se-á convertido, a benefício dos interesses poderosos em mecanismo de pressão, para substituir a consciência pessoal do magistrado, base de toda a confiança na judicatura, pela ação cominatória do terror, que dissolve o homem em escravo” (cf. César de Faria Júnior, in Revista Brasileira de Ciências Criminais, IBCCRIM, Ed. RT, vol. 34, p. 274).

     

    Por estas e outras, foi alvo de atenção – e de protestos – a notícia publicada pela Consultor Jurídico sobre a possibilidade de a “Operação Furacão” desembarcar em São Paulo e atingir juízes que atuam no estado. Leia-se este trecho da matéria:

     

    “No estado de São Paulo, segundo a Associação Brasileira dos Bingos (Abrabin), pelo menos 15 juízes concederam liminares para autorizar o funcionamento de casas de jogos. São esses os juízes que podem virar alvo da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público estadual.”

     

    O Conjur chegou a mencionar os nomes dos magistrados. Depois reconheceu o erro e atualizou a matéria, suprimindo os nomes “em razão da interpretação errada de que suas decisões estariam necessariamente sob suspeita”. Clique aqui para ler. E aqui e aqui para ler as notas de repúdio da AJUFE e da AJUFESP.

     

    Na verdade, não apenas o Conjur, mas também diversos outros jornais e revistas, e até mesmo alguns juristas, em reportagens e opiniões sobre o assunto, chegaram a sugerir, até com naturalidade, que pelo só fato de uma decisão judicial ter sido favorável à liberação dos bingos, significaria que o juiz que a proferiu estaria sob suspeita ou assim teria agido de má-fé.

     

    Mais de um século depois, nosso Brasil varonil prossegue aparando investidas contra o Estado Democrático de Direito. Há sim, ainda hoje, magistrados respondendo por “crime de interpretação de lei”. Em um desses processos, o ministro Marco Aurélio, do STF, deixou consignado que vivemos hoje “’tempos muito estranhos’, com tendência incrível ao abandono de parâmetros, o que é preocupante. O Judiciário, porém, é e continuará sendo – e aí o Supremo tem papel importantíssimo, pois é o guarda maior da Carta da República – a última trincheira do cidadão. Atos que possam, de alguma forma, implicar intimidação no ofício judicante merecem a excomunhão maior” (HC 84492 / RJ).

     

    Já não temos entre nós Rui Barbosa, mas contamos ainda hoje com seus valiosos ensinamentos. E contamos também com “a última trincheira do cidadão” – o Judiciário – bastando mencionar o STF, o guarda maior da Carta da República, os ministros que o compõem, pessoas do quilate de Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Marco Aurélio, Sepúlveda Pertence, dentre tantos outros magistrados que, nesses tempos estranhos, de delírio e loucura, ainda conseguem manter equilíbrio e sensatez.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 10h54
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    A indesejada criação de 202 cargos de assessores do MP, sem concurso

    Do colega Arthur Pinto Filho (arfil@terra.com.br - São Paulo), hoje, no post “O Grande Irmão Zela Por Ti”:

     

    Colegas, o Deputado Barros Munhoz foi nomeado relator especial, na Comissão de Constituição e Justiça, para apreciar o veto parcial do Sr. Governador ao projeto de lei 70/2006. A relatoria especial foi designada por pedido expresso do Sr. Presidente da Assembléia. Creio que devemos informar ao ilustre Deputado que os 202 cargos de assessores, sem concurso, não são desejados pela enorme maioria da nossa Instituição.

     

    Diga não aos 202 cargos de assessores jurídicos do Ministério Público, sem concurso. Contate o Deputado Barros Munhoz:

     

    Em São Paulo: Av. Adolfo Pinheiro, 1.000 - 12º andar - Cj. 123 - Santo Amaro– SP - CEP: 04734-002 

    Telefone: (11) 5686-7860

    Telefone do Gabinete, na ALESP: (11) 3886-6635/6665

     

    Em Itapira: R. Maestro Américo Passarella, 268 - Parque São Lucas - Itapira - SP - CEP 13976-154 

    Telefone: (19) 3863-4403

     

    Página do Deputado Barros Munhoz:

    Na ALESP e

    Pessoal: http://www.barrosmunhoz.com.br/

     

    Mande um e-mail para o Deputado Barros Munhoz: contato@barrosmunhoz.com.br



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 18h48
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    Encontro com o Deputado Fernando Capez

    Do colega Alfonso Presti (alpresti.mpsp@uol.com.br - São Paulo), hoje às 10:46, no artigo “A posição do Deputado Fernando Capez (2)”:

     

    "O Colega Fernando Capez virá nas Promotorias de Justiça instaladas no Complexo Judiciário Mário Guimarães, no dia 02 de maio de 2.007, às 10:30 horas, um encontro com todos nós, membros do Ministério Público, onde trataremos com ele assuntos de nosso interesse. Na qualidade de colega que ali oficia, gostaria de convidar a todos".

     

    Todos os membros do Ministério Público estão convidados!



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 14h55
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    O Grande Irmão Zela Por Ti

    Sob a justificativa de prevenir e reprimir o furto e roubo de veículos e cargas, e de “dotar os órgãos executivos de trânsito de instrumentos modernos e interoperáveis para planejamento, fiscalização e gestão do trânsito e da frota de veículos”, o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, decidiu instituir em todo o território nacional, através de resolução (n. 212, de 13 de novembro de 2006), um mecanismo de identificação automática de veículos. Placas eletrônicas, também conhecidas por chips, serão instaladas em todos os 43 milhões de veículos – carros, motocicletas, caminhões e ônibus (exceto veículos de uso bélico) – em circulação no País, dentro de 5 anos.

     

    O chip instalado no veículo repassará informações sobre sua exata localização, durante todas as 24 horas do dia, a uma “central de monitoramento” (centrais de processamento). O monitoramento será feito por radiofreqüência. Clique aqui e aqui para ler mais.

     

    Não é difícil prever: não demorará muito e a tal “central de monitoramento”, órgão do Poder Público, será reconhecida como O Grande Irmão, em referência ao livro 1984, de George Orwell.

     

    E nem nos demos conta. 1984, quem diria, chegou finalmente.



    Categoria: Nada mais que a verdade
    Escrito por SAAD MAZLOUM às 01h26
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    A posição do Deputado Fernando Capez (2)

    Comentário enviado pelo colega Eduardo (Capital), no artigo “A posição do Deputado Fernando Capez”:

     

    O posicionamento firme e coerente do nosso colega e hoje Deputado Estadual Fernando Capez merece todo nosso respeito e admiração. Gostaria de propor aos colegas que seja feito um convite ao nobre Deputado Fernando Capez, para comparecer ao Fórum da Barra Funda e, em reunião com todos os promotores, expor seus projetos e ouvir nossas propostas para o aperfeiçoamento do serviço público e combate à criminalidade.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 10h34
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    Riscos do factóide

    Este é o título do editorial de hoje do Jornal do Brasil. Indicação do colega Marcelo Dias, no post  “A via-crúcis dos presos por engano”.

     

    Diga-se, a bem da verdade, que a lassidão moral não é privativa das autoridades. A mídia, por exemplo, costuma oferecer preciosas contribuições à disseminação da imoralidade. Os mesmos grampos que flagraram Marina Maggessi propondo um assassinato revelaram também as estranhas e obscuras relações vinculando a agora parlamentar ao maior jornal e à maior emissora de televisão do Estado. Ela informa ao seu interlocutor que tinha "um esquema" com esses veículos de comunicação para que suas operações ganhassem dimensões heróicas, facciosamente ampliadas.

     

    Os dois veículos se deixaram usar pela inspetora e construíram a fama que a tornou imune a qualquer censura. Um genuíno toma-lá-dá-cá: quem garante furos de reportagem ganha, como prêmio, um mandato no Congresso. Assim se montou uma típica usina de factóides.

     

    Leia mais.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 10h58
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    Morungaba registra primeiro latrocínio de sua história

    SÃO PAULO - A Polícia Civil de Morungaba, cidade com cerca de 11 mil habitantes na região de Campinas, confirmou o primeiro caso de latrocínio em sua história. Na semana passada, um lavrador foi morto por três adolescentes, com idades entre 15 anos e 17 anos. As três foram detidas e confessaram que mataram para roubar.

     

    Leia mais no Globo Online.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 23h19
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    Mendigos são retirados do caminho do papa

    Blog do Josias:

     

    Há brasileiros que não existem. Mendigos, meninos de rua, degredados de toda sorte. Ninguém os vê. Ou, por outra, todos fecham os olhos para eles. Como que por milagre, esses seres invisíveis ganharam súbita visibilidade.

     

    Deu-se por conta da visita do papa Bento 16 a São Paulo. Em 11 de maio, Sua Santidade visitará a catedral da Sé. A pretexto de evitar riscos à segurança do embaixador de Deus, decidiu-se limpar a praça assentada diante da igreja. Leia mais.



    Escrito por SAAD MAZLOUM às 19h02
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