A via-crúcis dos presos por engano
Este é o título da matéria publicada hoje no O Estado de S. Paulo, produzida pela repórter Angélica Santa Cruz. Indicação da colega Ana:
Nos últimos dois anos, a Justiça brasileira reconheceu pelo menos 24 casos em que 33 pessoas foram presas durante muito tempo por crimes que não cometeram. São 30 homens e 3 mulheres espalhados por 11 cidades que, juntos, cumpriram 32 anos e 9 meses de cadeia, custaram R$ 13 milhões aos cofres públicos e enfrentaram histórias que parecem ter saído de clássicos literários sobre provações humanas. Quando enfim conseguiram provar que eram inocentes, foram condenados a administrar a marca social de ter passado por um presídio.
O número de casos reconhecidos pela Justiça e pelo sistema prisional é apenas uma pequena amostragem. Feita pelas mãos de homens, a Justiça, obviamente, está sujeita a erros - e ver inocentes que passam algumas horas presos nas delegacias é comum. 'Trabalhei por 15 anos na mesma vara criminal e cansei de ver casos assim. Nesse período, pedimos a libertação de pelo menos 200 pessoas, por ausência de provas', lembra o promotor de Justiça Ricardo Sale Júnior, assessor da Corregedoria-Geral do Ministério Público de São Paulo.
A possibilidade de enganos é prevista pela Constituição Federal, que criou mecanismos como o da revisão criminal. O que causa espanto são os casos demorados, em que inocentes são vítimas de erros chancelados por várias instâncias, entre delegados, promotores e juízes. Leia mais.
Escrito por O Promotor às 13h46
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Calúnia dos vagabundos e leviandade de irresponsáveis
No Consultor Jurídico, matéria assinada pela repórter Maria Fernanda Erdelyi:
A Procuradoria-Geral da República investigou e concluiu que não há qualquer indício de que o ministro Sepúlveda Pertence esteve envolvido em negociação de decisões. O parecer da PGR pelo arquivamento da investigação contra o ministro foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
A acusação contra Pertence brotou de gravações da Polícia Federal que flagraram advogados dando a entender que obtiveram liminar no Supremo Tribunal Federal graças a uma propina de R$ 600 mil que teria sido paga ao ministro.
A PGR não só arquivou a suspeita sobre o ministro, como pediu abertura de investigação contra os advogados, sob a acusação de crime de exploração de prestígio, previsto no artigo 357 do Código Penal.
Quando da notícia sobre as gravações, o ministro Sepúlveda Pertence enviou um ofício à Procuradoria-Geral da República: “A serenidade que tenha conseguido preservar custou-me o amargo esforço de vencer o constrangimento de remexer o lixo das baixezas humanas e sufocar a ira justificada por ver o próprio nome enrolado na onda levantada pela calúnia dos vagabundos e a leviandade de irresponsáveis agentes públicos”. Leia mais.
Escrito por O Promotor às 12h17
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Um novo xerife do Brasil?
Comentário enviado pelo colega Marcelo Serqueira, no post “Conselho afasta Secretário de Segurança do Paraná”:
O CNMP agora manda e desmanda. Interpreta decisões judiciais, contra elas se insurge, faz e desfaz. Se tornou o novo xerife do Brasil, com poderes ilimitados. Pobre do Estado de Direito: de repente, sem mais, uma Corte paralela se instaurou dando liminares, dando ordens e tornando infelizmente mais instável a nossa manca democracia tupiniquim.
Escrito por O Promotor às 19h58
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Conselho afasta Secretário de Segurança do Paraná
Informação indicada pelo colega Marcelo Saliba (marcelo.saliba@terra.com.br).
Para o Conselheiro Hugo Cavalcanti, do CNMP, os membros do Ministério Público estão proibidos pela Constituição Federal de exercer qualquer função pública, exceto uma de magistério. Ele determinou, em caráter liminar, o imediato afastamento do Promotor de Justiça do Paraná, Luiz Fernando Ferreira Delazari, do cargo de Secretário de Segurança Pública daquele Estado, por ele ocupado desde maio de 2003.
No ano passado, o Conselho Nacional editou a Resolução n. 5/2006, estabelecendo o dia 31 de dezembro como prazo limite para o retorno de todos os membros do MP afastados para exercer cargos públicos em outros poderes.
Segundo noticiado na página do CNMP, Luiz Fernando Delazari está autorizado, por liminar da Justiça Estadual, a afastar-se do Ministério Público. Para o conselheiro do CNMP, entretanto, a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná não autoriza o promotor a continuar exercendo o cargo de secretário de segurança, mas apenas a manter-se afastado do MP. Leia mais.
Escrito por O Promotor às 10h48
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

O galo da madrugada
A informação foi enviada pela colega Janice Agostinho Barreto Ascari (jascari@prr3.mpf.gov.br – MPF-SP).
Para descontrair, que ninguém é de ferro: conforme decisão abaixo transcrita, por causa de um galo a juíza se dá por suspeita, não julga e ainda se oferece como testemunha!!!
Processo No 2007.857.000344-6 (a decisão é real!! clique sobre o número do processo para acessar a página do TJ-RJ)
TJ/RJ - 12/04/2007 11:42:21
Comarca de Paracambi
Distribuído em : 19/03/2007
Autor : JORGE LUIS MARQUES PINTO
Reu : MARIO LUCIO DE ASSIS
Data inclusão no sist : 26/03/2007
Data de conclusão : 27/03/2007
Data de devolução : 03/04/2007
Data do expediente : 03/04/2007
Decisão : DECLARO-ME SUSPEITA PARA O JULGAMENTO DA LIDE EM RAZAO DO DISPOSTO NO ART. 135 C/C 409, I DO CPC EM RAZAO DOS ESCLARECIMENTOS QUE PASSO A PRESTAR.1-ESTA MAGISTRADA, NOS DIAS UTEIS, PENOITA NA CIDADE DE PARACAMBI, SENDO QUE USUALMENTE EM HOTEIS. POR CERCA DE 3 OU 4 VEZES, ESTA MAGISTRADA PERNOITOU NA CASA DE AMIGOS SITUADA NA RUA VEREADOR ANTONIO PINTO COELHO, QUE FICA A CERCA DE 50 METROS DA RUA KARDEC DE SOUZA, Nº885, OCASIOES EM QUE NAO CONSEGUIU DORMIR PORQUE UM GALO CANTAROLOU, ININTERRUPTAMENTE DAS 2:00 AS 4:30 HS DA MADRUGADA, O QUE CAUSOU PERPLEXIDADE, JA QUE AVES NAO CANTAM NA ESCURIDAO, COM EXCECAO DE CORUJAS E, ADEMAIS, O GALO PAROU DE CANTAR JUSTAMENTE QUANDO O DIA RAIOU.2- A MAGISTRADA PERGUNTOU AOS SEUS AMIGOS PROPRIETARIOS DO IMOVEL SE SABIAM AONDE RESIDIA O TAL GALO ESQUIZOFRENICO, SENDO QUE OS MESMOS DISSERAM DESCONHECER O SEU DOMICILIO.3- AO LER A PRESENTE INICIAL, CONSTATOU A MAGISTRADA QUE O ENDERECO ONDE SE ENCONTRA O GALO E MUITO PROXIMO DA CASA DE SEUS AMIGOS, RAZAO PELA QUAL, CONCLUIU QUE O GALO QUE LHE ATORMENTOU DURANTE AQUELAS MADRUGADAS SO PODE SER O MESMO QUE O OBJETO DESTA LIDE, DEVENDO SE RESSALTAR QUE A JUIZA NAO CONHECE NEM O AUTOR E NEM O REU.4- CONSIDERANDO QUE ESTA MAGISTRADA NUTRE UM SENTIMENTO DE AVERSAO AO REFERIDO GALO E, SE DEPENDESSE DE SUA VONTADE, O GALO JA TERIA VIRADO CANJA HA MUITO TEMPO, NAO HA COMO APRECIAR O PEDIDO COM IMPARCIALIDADE.5- HA DE SE SALIENTAR QUE O ART. 409 DO CPC DISPOE QUE O JUIZ DEVE SE DECLARAR IMPEDIDO SE TIVER CONHECIMENTO DE FATOS QUE POSSAM INFLUIR NA DECISAO E, NA PRESENTE LIDE, ESTA MAGISTRADA SE COLOCA A DISPOSICAO PARA SER TESTEMUNHA DO JUIZO CASO SEJA NECESSARIO.REMETAM-SE OS AUTOS AO JUIZ TABELAR.
Categoria: Nada mais que a verdade
Escrito por O Promotor às 19h37
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

A posição do Deputado Fernando Capez
Prezados colegas:
Tenho ocupado quase todo o meu tempo acompanhando o projeto da SPPREV, autarquia que passará a efetuar o pagamento das aposentadorias de todo o funcionalismo público, civil e militar, incluindo membros do Ministério Público e Magistratura. Por exigência da reforma constitucional da previdência, todos os pagamentos dos inativos serão feitos por um caixa único, mesmo os de juízes e promotores. Obtive cópia do projeto substitutivo, o qual, é bem melhor do que o original, e resguarda o direito do MP e da Magistratura de calcularem a aposentadoria, concederem o benefício e informarem à SPPREV o regime jurídico de reajustes.
Estamos negociando novos avanços. Acabei de sair de uma reunião muito profícua com o Presidente da Assembléia Legislativa, o Líder do Governo, o Líder da Bancada do PSDB e com os nossos colegas Barra e Fernando Grella, respectivamente, Presidente e Vice da APMP, além do Presidente e representantes da APAMAGIS. Estou atento, acompanhando passo a passo esta questão e fazendo tudo o que está a meu alcance, para que seja mantido o perfil constitucional e a autonomia administrativa do MP, base de nossa independência funcional.
Na Assembléia, não sou apenas um deputado amigo da Instituição, sou membro. O que mais me orgulha é a condição de Promotor de Justiça. Na qualidade de único representante do MP no Legislativo estadual, imensa é a minha responsabilidade e não só espero, como também preciso da confiança e do apoio da nossa classe. Sempre procurei enaltecer nossa função e, podem ter certeza, continuo a fazê-lo, considerando-me um promotor na trincheira do Legislativo.
Quanto ao projeto que cria 202 cargos sem concurso, esclareço que o mesmo foi aprovado pela legislatura anterior, tendo sido vetado pelo Governador. Em respeito aos órgãos superiores da Instituição, que a representam e, portanto, merecem todo a minha obsequiosa reverência, não emitirei qualquer comentário de natureza depreciativa a respeito, ao contrário, procurarei entender as razões de ordem funcional que motivaram o ato, mas quero consignar que votarei pela manutenção do veto do Exmo. Sr. Governador, por convicções de natureza pessoal e jurídica (cf. art. 127, § 2º, CF: “Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e de provas e títulos...”). A questão é a meu ver, jurídica.
Meu e-mail pessoal é fcapez@terra.com.br e gostaria de receber suas sugestões. Tenho ocupado a tribuna quase que diariamente e procurado levar a minha nova função com a mesma responsabilidade com que exerci a de promotor de justiça por quase 20 anos. Estou à sua disposição e quero que você considere meu gabinete uma extensão de sua casa. MP acima de tudo.
Fernando Capez
Escrito por O Promotor às 15h37
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

A posição do colega Capez
Comentário enviado pelo colega Remilton (Piracicaba), no artigo Diga não aos 202 cargos sem concurso de Assessor Jurídico no Ministério Público:
Gostaria de saber qual a posição do colega Capez sobre esse assunto. Alguém aí de SP sabe alguma coisa a respeito? Parece que ele se colocou como interlocutor do MP na ALSP. É isso mesmo?
Endereços eletrônicos do Deputado Estadual Fernando Capez: fcapez@terra.com.br ou imprensa@fernandocapez.com.br
Escrito por O Promotor às 10h38
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Vassoura e detergente neles
Este é o título do artigo de hoje de Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo.
O que resta a dizer depois de mais um ataque de políticos ao tesouro público, no caso praticado pelos vereadores paulistanos? Mesmo que houvesse algo de novo a dizer a respeito, suspeito que seria totalmente inútil. Repito: o mundo político dissociou-se completamente da sociedade. Gira em órbita própria, cuidando de seus próprios interesses - políticos, eleitorais, econômicos, financeiros. Nada a ver com o interesse público. Leia mais.
Escrito por O Promotor às 10h16
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Somos contra os cargos de assessores sem concurso
Comentário do colega “Prosecutor”, no artigo Diga não aos 202 cargos sem concurso de Assessor Jurídico no Ministério Público:
Tão importante quanto encaminhar aos Deputados nossas mensagens é que todos saibam que o fizemos, que os promotores e procuradores do MPSP são contra a criação dos cargos ilegais e desnecessários, pena de sermos vistos, nós, como favoráveis à medida. Provavelmente é a versão que a administração superior passou aos deputados! Que a verdade fique clara, NÓS SOMOS CONTRA OS CARGOS DE ASSESSORES SEM CONCURSO, a Procuradoria-Geral de Justiça, sim, é a favor.
Escrito por O Promotor às 11h11
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Mais benesses
Benesses também no Legislativo Municipal (SP):
Os vereadores de São Paulo aprovaram ontem um projeto de lei que concede a eles próprios um grande pacote de benefícios: terão mais verba, liberdade de gastos e permissão para que seus assessores trabalhem em suas bases eleitorais.
O texto foi aprovado em votação simbólica, ou seja, os vereadores não precisaram se manifestar --só quem era contrário falou (Arselino Tatto, do PT, e Roberto Tripoli, do PV, os dois últimos presidentes da Casa).
O projeto também cria ainda 27 novos cargos de confiança, a serem nomeados pelo presidente da Câmara Municipal.
Lei mais na Folha Online.
Escrito por O Promotor às 11h04
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

O silêncio dos bons
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"
Martin Luther King
Escrito por O Promotor às 10h43
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Diga não aos 202 cargos sem concurso de Assessor Jurídico no Ministério Público
A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de São Paulo deu sinais de que pretende trabalhar para derrubar o veto do Governador ao artigo do projeto de lei que cria 202 cargos de Assessor Jurídico (sem concurso público) de Procurador de Justiça (veja o post “Mesa Diretora visita Ministério Público”).
A criação desses 202 cargos de assessoria, sem concurso público, no âmbito do Ministério Público do Estado de São Paulo, fere a Constituição Federal. Cuida-se de cargo eminentemente técnico e, portanto, só poderia ser preenchido mediante concurso público. E são absolutamente desnecessários, conforme, aliás, as razões do veto do Governador.
Conforme bem lembrado pelo colega Arthur Pinto Filho (arfil@terra.com.br - São Paulo):
O veto parcial, da lavra do Sr. Governador, ao projeto de lei complementar 70/06 foi encaminhado para a nossa Assembléia Legislativa, que pode derrubá-lo por meio do voto da maioria absoluta de seus membros (art. 26, parágrafo quinto da C. Estadual). Atualmente o referido projeto está na Comissão de Constituição de Justiça, que tem a seguinte composição: Dep. Giba Marson, vice-presidente - PV; Deputada Analice Fernandes - PSDB; Dep. Baleia Rossi - PMDB; Dep. Conte Lopes - PTB; Dep. Donizete Braga - PT; Dep. Jonas Donizette - PSB; Dep. Milton Vieira - PFL e Dep. Roberto Morais - PPS. Acho que, de fato, corremos risco de ver o veto derrubado. Para evitar tal situação, entendo que os colegas devem encaminhar mensagens eletrônicas para os membros da referida comissão, para que saibam que o projeto é repudiado pela enorme maioria dos componentes da nossa Instituição. Ademais, creio que o ilustre colega Fernando Capez deve ser instado a lutar contra a derrubada do veto.
Os endereços eletrônicos dos deputados mencionados são os seguintes: afernandes@al.sp.gov.br; baleiarossi@al.sp.gov.br; clopes@al.sp.gov.br; dpdonizette@al.sp.gov.br; jdonizette@al.sp.gov.br; rmorais@al.sp.gov.br.
E do Deputado Fernando Capez: fcapez@terra.com.br ou imprensa@fernandocapez.com.br
Os endereços eletrônicos e telefones de todos os Deputados Estaduais podem ser obtidos aqui.
Como sugerido pelo Arthur, enviem mensagens aos Deputados Estaduais, para que eles saibam que o projeto é repudiado pela enorme maioria dos componentes do Ministério Público. A criação desses cargos é inconstitucional. São desnecessários. Atentam contra o interesse público e o dinheiro público.
Escrito por O Promotor às 21h50
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Blog do Promotor: vale a pena acessar, diz Noblat
O Blog do Promotor foi recomendado pelo jornalista Ricardo Noblat, em seu blog.
A informação é do colega Arthur Pinto Filho (arfil@terra.com.br - São Paulo):
O jornalista Ricardo Noblat, autor de um dos melhores blogs de política do País, indicou o nosso blog como "um espaço para críticas e autocríticas, de forma pública e transparente, à atuação do MP. Um importante canal para melhorar a atuação do MP". É mais uma demonstração da enorme importância do blog, que está revolucionando o nosso MP.
Clique aqui para ver a recomendação do Blog do Noblat.
Escrito por O Promotor às 20h13
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Mesa Diretora visita Ministério Público
A notícia passou despercebida. Foi publicada na página da Assembléia Legislativa de São Paulo no dia 30 de março de 2007, às 19h46min, ou seja, 6 dias após a publicação, no Diário Oficial, do veto do Governador ao artigo do projeto de lei que criava 202 cargos de Assessor Jurídico de Procurador de Justiça (atenção para o texto em negrito):
A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa – Vaz de Lima (PSDB), presidente; Donisete Braga (PT), 1º secretário; e Edmir Chedid (DEM), 2º secretário – visitou nesta sexta-feira, 30/3, o Ministério Público do Estado de São Paulo, onde se reuniu com o procurador-geral, Rodrigo César Rebello Pinho. Os deputados e o procurador ressaltaram a relação positiva e harmônica entre as duas instituições e falaram sobre projeto de interesse do Ministério Público, que trata da ampliação do quadro da instituição.
Para o presidente Vaz de Lima, o MP presta um serviço ímpar, sempre voltado ao interesse da população. “O Ministério Público precisa estar estruturado, sobretudo, com recursos humanos. Assim, o Legislativo tem de dar condições para que os promotores desempenhem seu trabalho e, por isso, temos de tocar o projeto do MP em frente”.
Donisete Braga disse que a Mesa pretende estreitar as relações entre a Assembléia e o MP. O 1º secretário lembrou que o projeto é uma iniciativa importante para o ministério e que já passou pela aprovação da Assembléia. “A proposta foi vetada pelo governador e voltará a ser debatida pelo Plenário”. Leia mais
Matérias relacionadas:
Governador veta cargos de Assessor Jurídico
Ainda os 202 cargos sem concurso de Assessor Jurídico
Aprovados os 202 cargos de Assessor de Procurador de Justiça
Falando em Deputado...
CONJUR: Trem da alegria - MP-SP pretende contratar 202 assessores sem concurso
CONJUR: Trem da alegria - Governo paulista veta a criação de cargos no MP
Escrito por O Promotor às 13h55
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Maioria é favorável à pena de morte
Reportagem da Folha de S. Paulo, hoje:
Pesquisa Datafolha mostra que voltou ao maior índice histórico o apoio da população à adoção da pena de morte no Brasil. Entre os entrevistados, 55% se disseram favoráveis à pena de morte, enquanto 40% são contra a prática.
O levantamento foi feito nos dias 19 e 20 de março. Na pesquisa anterior, feita em agosto do ano passado, 51% eram favoráveis à adoção da pena de morte, e 42%, contrários.
Clique aqui e aqui para ler mais.
Escrito por O Promotor às 02h11
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Requisição de parentes para o Ministério Público
Hoje, no Última Instância:
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) analisará nas próximas semanas uma proposta de resolução que quer proibir que servidores públicos que tenham parentes no MP e que trabalhem em outros órgãos possam ser convocados para trabalhar no órgão. Leia mais.
Isso acontece no MP-SP?
Escrito por O Promotor às 13h00
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Dinheiro público
Os editoriais de hoje do Estadão (Indecência municipal) e da Folha (Deboche dos vereadores) cuidam do mesmo assunto: o chamado "trem da alegria" ou “supertrem da alegria”, um projeto de lei da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo que transfere ao contribuinte o pagamento dos salários de seus cabos eleitorais, cria 223 novos cargos e oferece jetons para servidores efetivos da Casa (Folha).
Esse projeto da Mesa Diretora da Câmara, já batizado de “Supertrem da Alegria” pelo Movimento Voto Consciente, além da verba de custeio de R$ 12.468,00, para cada vereador, prevê a criação de 27 cargos comissionados (sem concurso), com salários de R$ 3.100,00, para livre nomeação do presidente da Casa, e mais outros 196 cargos com concurso, de níveis superior, médio e fundamental (Estadão).
Escrito por O Promotor às 11h57
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

O Brasil das 181 mil leis
Este é o título de uma interessante matéria da Revista ISTOÉ desta semana:
O Brasil tem nada menos que 181 mil normas legais, segundo um levantamento feito pela Casa Civil da Presidência. E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor. (...)
Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes. Leis específicas estabelecem penas maiores ou menores para delitos já especificados no Código Penal. Na prática, se há muitas normas legais aplicáveis no julgamento de um determinado delito, o que prevalece no final depende da competência do advogado ou da decisão do juiz.
Leia mais.
Escrito por O Promotor às 19h35
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Vanguardismo paulista
Comentário da colega Maria Amélia (Capital), no artigo “Os novos integrantes do CNMP”
Absolutamente lúcidos os comentários de Afonso e do Prosecutor. Não penso que o CNMP deve ser órgão feudal e tampouco que São Paulo deva dominar o cenário nacional e impor suas vontades e interesses. Mas não posso deixar de lembrar, com saudosismo e tristeza que, graças ao (finado) vanguardismo paulista, com a atuação de promotores como Hugo Mazzilli, Claudio Alvarenga entre outros, tivemos o crescimento e fortalecimento de todo o MP, que culminou com a CF de 88. E isto é histórico e ninguém pode negar. Ainda que posteriormente erros tenham sido cometidos, o certo é que havia unidade, mobilização e São Paulo sempre esteve à frente nas mudanças e transições que fizeram do MP a instituição com maior credibilidade nacional. Hoje, lamentavelmente, não somos mais excelência e tampouco referência. O individualismo domina e as atitudes são tomadas com vistas aos interesses próprios de cada um. Como ouvi outro dia de pessoa mui bem esclarecida, é a prática do fulanismo que hoje campeia. Triste!
Escrito por O Promotor às 11h39
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Os novos integrantes do CNMP
Em reunião realizada ontem, os Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos estaduais escolheram os futuros integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), oriundos do Ministério Público Estadual.
São eles os Procuradores de Justiça Cláudio Barros Silva (MP-RS), Raimundo Nonato de Carvalho Filho (MP-MA) e o Promotor de Justiça Sandro José Neis (MP-SC).
Os nomes ainda serão submetidos a aprovação pelo Senado.
Escrito por O Promotor às 14h09
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

MP e Poder Legislativo
Comentário do colega Mauro Alvarenga:
No domingo encontrei casualmente, em um restaurante, o colega Fernando Capez. O Deputado colocou-se à disposição para receber os colegas em seu gabinete, a fim de conversarmos sobre como podemos ajudá-lo em seu mandato e, da mesma forma, como ele pode ajudar em nossas aspirações. Ao colega Capez, meus agradecimentos pela gentileza. E fique no aguardo: apareceremos!
Então mãos à obra, pessoal. Quem tiver alguma sugestão de projeto de lei, é só mandar para o Deputado Fernando Capez. Por outro lado, as justas aspirações do Ministério Público, no interesse e em benefício da sociedade, poderão ser levadas à Assembléia Legislativa por intermédio do nobre Deputado.
Escrito por O Promotor às 19h28
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Cerco à lavagem de dinheiro
Este é o título do artigo publicado hoje em “Notas e Informações”, do O Estado de S. Paulo.
O projeto de endurecimento das penas aplicadas a pessoas condenadas por lavagem de dinheiro, aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, é o melhor exemplo do quanto o País tende a ganhar, em termos de modernização de sua anacrônica estrutura jurídica, quando diferentes órgãos públicos passam a agir de modo articulado e a oposição e a situação passam a votar colocando o interesse público acima de interesses políticos e partidários.
Leia mais.
Escrito por O Promotor às 09h41
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

Revogada a Resolução nº 15 do CNMP
Comentário enviado agora há pouco pelo colega Alexandre:
A APMP acabou de enviar e-mail comunicando a revogação da resolução n. 15, do CNMP (subsídios), que era objeto da Adin n. 3.831, ajuizada pelo PGR.
A informação também acabou de entrar na página da Associação Paulista do Ministério Público:
Revogação da Resolução nº 15 do CNMP
O Conselho Nacional do Ministério Público, em sessão ordinária realizada na data de hoje (02 de abril de 2007), acaba de revogar, por unanimidade, a Resolução nº 15, objeto da ADI nº 3.831, ajuizada pelo Procurador-Geral da República.
Tal providência foi formalizada em pedido originário do Conselho Nacional de Procuradores Gerais e da CONAMP na sessão do último dia 19 de março. Cabe lembrar que a Associação Paulista do Ministério Público (APMP), juntamente com a Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) e a Associação do Ministério Público do Rio de Janeiro (AMPERJ), encaminhou, por ofício, cópia do parecer do Professor José Afonso da Silva, a cada um dos Conselheiros, como forma de oferecer subsídios para a decisão.
A Diretoria
Escrito por O Promotor às 19h36
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

O STF e as varas especializadas
Segundo matéria publicada hoje na Folha de S. Paulo, produzida pelo jornalista Frederico Vasconcelos, decisão do STF pode “frear combate” ao crime financeiro.
A Ministra Cármen Lúcia foi favorável à anulação de um processo sobre lavagem de dinheiro julgado em vara especializada.
Escreve o jornalista que Decisões judiciais tomadas nos processos do "valerioduto", Banestado, Banco Santos, Operação Farol da Colina e nas ações penais contra Paulo Maluf e Celso Pitta, entre outros casos, poderão ser anuladas se o STF (Supremo Tribunal Federal) concluir que as varas especializadas para julgar crimes financeiros e de lavagem de dinheiro ferem a Constituição. Ainda segundo ele, “o temor de retrocesso no combate ao crime organizado” também é reconhecido por juízes federais “preocupados com o julgamento” no STF.
Para a relatora, a Resolução 314 do CJF (Conselho da Justiça Federal) criando essas varas em 2003 violou o princípio do juiz natural (escolhido por sorteio). Segundo ela, o CJF "exorbitara de sua competência ao definir atribuições de órgãos judiciais". O ministro Ricardo Lewandowski pediu vista dos autos e o julgamento foi adiado.
Para o advogado José Cândido Lustosa Bittencourt de Albuquerque, que levou o caso ao Supremo, A Constituição garante a todos os cidadãos direito ao juiz natural, preestabelecido. Não se pode criar juiz de exceção. (...) A gente tem que aprender no Brasil a obedecer a lei, ainda que ela não nos seja favorável.
Clique aqui e aqui para ler a matéria completa.
Escrito por O Promotor às 13h40
[]
[Regras]
[envie esta mensagem]
[link do post]

|